Ontem, devido á hora a que se realizou o jogo da selecção do Mendes e do Ronaldo não consegui ver o jogo desde inicio, e confesso que após a campanha Cedric achei que o André não iria jogar (pelo menos como titular). Felizmente enganei-me (só o constatei quase no fim da primeira parte que foi quando cheguei a casa) pois o André teve a oportunidade de mostrar o que já mostrou varias vezes no Benfica! Que é um trabalhador que nunca desiste! Um miudo com uma força interior e exterior muito grande que, aliada á cultura tactica fazem dele um dos nossos carregadores de pianos (quem diria...com um fisico tran franzinho...)! Que belo jogo fez o André ontem! É certo que o adeversário era muito acessivel e que a selecção jogou com mais um quase o jogo todo mas, ainda assim, vi alguns jogadores a fazerem um jogo pessimo (Miguel penteados o que? - sim, porque Veloso só há um!).
O que é bonito é ver a evolução deste jogador! Quem não se lembra do André do Belém! E que diferença!!!!
Metam os olhos nesta jogada (e façam o favor de esquecer a parte em que entra a tronco Almeida! como é possivel que um jogador destes tenha feito uma carreira tão badalada?!?):
Uma evolução técnica muito grande do André sem duvida! Fico muito contente por ver um miudo ser chamado á equipa principal do Benfica e estar á altura do desafio! E mais do que isso fico contente por ver que conseguimos fazer aos portugueses o mesmo que temos feito a tantos sul americanos! Agarrar na materia prima e catapulta-la para o topo!
Espero que o André não pare de subir e que no futuro muitos sigam o seu caminho! Mão de obra de qualidade não falta!
Já agora....não cortes o bigode miudo!!!! Dá-te um estilo benfiquista que te assenta que nem uma luva!
“É um homem que chegou, muito tarde à velhice. Explica-se porque:
ganhava campeonatos aos 50 anos!”
Impôs-se desde muito cedo, ao lado de Cosme Damião, primeiro como atleta e, mais tarde, como dirigente.
Foi
fundador [nº5] do S.L.Benfica e
seu Presidente [1916-17;
1930-31; 1945],
atleta do clube em futebol, remo, esgrima e ciclismo e campeão
nacional de tiro (representou o país nos Jogos Olímpicos de 1920 e
1924); foi da sua autoria a sugestão para a bem conhecida divisa do
SLB, "E
Pluribus Unum", foi autor da letra do primeiro Hino do Benfica "Avante, Avante p'lo Benfica",
de imediato censurado pelo governo.
"Avante,
Avante p`lo Benfica"
“Todos
por um!" eis a divisa,
Do velho Clube Campeão, Que um
nobre esforço imortaliza,
Em
gloriosa tradição Olhando altivo o seu passado, Pode ter fé
no seu futuro. Pois conservou imaculado Um ideal sincero e
puro.
REFRÃO Avante,
avante p'lo Benfica, Que uma aura triunfante Glorifica! E vós,
ó rapazes, com fogo sagrado, Honrai agora os ases Que nos
honraram o passado!
Olhemos
fitos essa Águia altiva, Essa Águia heráldica e suprema, Padrão
da raça ardente e viva, Erguendo ao alto o nosso emblema! Com
sacrifício e devoção Com decisão serena e calma, Dêmos-lhe
o nosso coração! Dêmos-lhe a fé, a alma!
"Félix Bermudes, fez parte das listas da oposição nas eleições de 1949. Norton de Matos acaba depois por desistir e Félix Bermudes ficou chateado. Estamos a falar de oposicionistas activos." ,Ricardo Serrado em O Publico
Um
símbolo, responsável pela escolha do nome Sport Lisboa e Benfica,
aquando da fusão em 1908. O clube fica-lhe ainda a dever a paixão
devotada nos momentos de crise. Foi sempre o primeiro a chegar-se à
frente com dinheiro, como ocorreu em 1907, após a fuga de oito
jogadores para o Sporting, que quase ameaçou a existência do Grupo
Sport Lisboa.
No
mesmo ano, promoveu uma subscrição pública a favor da
colectividade, que rendeu 27 000 réis, uma pequena fortuna para a
época. Foi eleito presidente do Sport Lisboa e Benfica em 15 de
Julho de 1916 (ficou poucos meses no cargo) e haveria de acudir o
clube um ano depois, em nova crise, voltando a ser eleito em 1930
(recusou tomar posse por divergências).
Nas primeiras
décadas de vida do Benfica, o número de modalidades e atletas era
enorme. Em 1931 o Benfica tinha 3070 e 420 atletas nas mais
diversas modalidades.
Alfredo Luís
Piedade foi uma grande figura do ciclismo, tendo-se destacando no
“Raid Paris – Lisboa”. Um pouco mais tarde apareceu também
José Maria Nicolau que venceu duas vezes a volta a Portugal em
bicicleta (1931 e 1934).
Também
nesta altura foi introduzido o andebol no Benfica tendo para isso
contribuído sobretudo Carlos Garcia Lopes e Vasco dos Santos. Apesar
de o primeiro campeonato Nacional de andebol apenas se realizar em
1938.
Quando da sua segunda passagem pelo clube, em 1945/46 (em 1930, não aceitou tomar a posse), o jornal Os Sports, onde publicou muitos poemas, deu ênfase ao facto de Félix Bermudes pertencer a uma equipa de dirigentes que honram um clube e de significar para os mais novos a exemplar conduta para um irmão mais velho. No último ano, em 1945, sagrou-se campeão nacional e resolveu o intrincado problema da sede da Rua Gomes Pereira, através da compra do edifício por 700 contos, a liquidar em 15 anos.
O
seu grande interesse nunca foi o trabalho administrativo. Foi atleta
do clube de 1905 a 1917, destacando-se no futebol, ciclismo e ténis. Em 18 de Janeiro de 1945 foram-lhe concedidos os
galardões de Sócio Benemérito e de Sócio de Mérito. Em 1952 e
1954 fez parte da Comissão de Honra para o novo Parque de Jogos
(Estádio da Luz).
Félix Bermudes é um forte, que sempre respeitou os fracos, um vencedor, que nunca desdenhou os vencidos. Foi, o que o torna excepcional, um homem na sua plenitude, sempre cuidou da saúde mental e corporal, e no final, olhando para trás, será com certeza um motivo de orgulho por tudo o que sonhou fazer neste mundo.
Fisicamente, foi um grande desportista, ganhou campeonatos de atletismo, de tiro, de esgrima de e futebol. Foi participante nos Jogos Olímpicos de Antuérpia em 1920 e de Paris em 1924, onde alcançou o 4ºLugar na grande prova de mestres atiradores internacionais à pistola, a 50 metros. Um homem com muita capacidade de adaptação que tratou por tu desportos como ginástica, hipismo, remo, ciclismo, alpinismo e por final o ténis.
Medalha conquistada nos Jogos Olímpicos em Paris
Teatralmente,
ocupou os palcos de todas as salas de espectáculos do País, durante
dezenas de anos. Escreveu
em colaboração, ou apenas com a sua assinatura, ora criando, ora
adaptando, no total de 105 peças de teatro. Como
não foi amante de apenas um deporto, também não o foi para o
teatro, e por consequência foi autor de Revista, Opereta, Farsa,
Comédia e a Mágica saíram dos bicos a sua pena em quantidade e
qualidade. Pode dizer-se que, em regra, nao escrevia
peças, escrevia êxitos. Alguns exemplos mais
abaixo: Revistas:
“Sol e Sombra”, “Capote e Lenço”, “Novo Mundo”, “Torre
de Babel” e “Lua Nova” ; Operatas:
“O João Ratão”, “J.P.C.” e “Pérola Negra” ; Comédias:
“O Conde Barão”, “O amigo de Peniche”, “O Leão da
Estrela”, “A Bicha de Rabiar” e
“Arroz Doce”. Destes
ainda transportados para o cinema os seguintes “O João Ratão” e
“O Leão da Estrela”.
Quer
o desportista, quer o autor dramático, foram com brilho,
persistentes na criação de regras de convivência e de organismos
de cooperação.
O
desportista elaborou os estatutos da Associação e Futebol de Lisboa
e fundou o Sport Lisboa e Benfica, ainda hoje reconhecido como o
maior clube Português.
O autor dramático fundou e dirigiu agremiações da especialidade, e presidiu aos destinos da Sociedade de Escritores e Compositores Teatrais Portugueses, e ate bem perto do fim exerceu o cargo algo, e honroso, de vice-presidente de Federações Internacionais de Sociedade de Autores e Homens de Letras.
A sua obra de escritor inclui, publicados, volumes de versos e de novelas, bem como ensaios de filosofia política e de filosofia espiritual, que marcaram pelo desassombro e pela serenidade austera. Compôs e traduziu vários poemas de conduta moral, entre os quais os “Versos Doirados dos Pitagóricos”
O seu
livro mais empolgante (Opiniões) é “O Homem Condenado a ser Deus”,
em que desenrola um vasto e atraente sistema filosófico a demonstrar
que, atraves de inumeras quedas e incontaveis erros, o homem conserva
intacta a centelha divina, a semente de divindade, que herdou do seu
criador. Ao cabo da longa jornada da evolucão, cada ser humano,
conquitada a perfeicao como unidade de consciência, tornar-se-á um
deus, na infância, mas à imagem e semelhanca de seu Pai.
Félix Bermudes viria a falecer a 5 de Janeiro de 1960, deixando atrás, um legado que é, não só orgulho de qualquer Benfiquista, como também de qualquer Português. Choramos a sua morte, mas principalmente celebramos a sua memória, por tudo o que representou, pois são estes os valores de um Benfiquista á Benfica.
Adivinhemos qual a relação entre as palavras do presidente das francesinhas acerca do Paulo Bento (http://www.publico.pt/desporto/noticia/pinto-da-costa-paulo-bento-nunca-foi-opcao-para-treinar-o-fc-porto-1608938) e a confusão ocorrida no jogo dos corruptos no estoril com o previdente da AFL (http://www.record.xl.pt/Futebol/Nacional/1a_liga/Estoril/interior_premium.aspx?content_id=845482)!!!! Agora adivinhemos o porquê de o seleccionador não responder ao que foi dito! Vou dar uma pista... Será que tem alguma coisa a ver com o facto do Paulo Bento ter sido chamado para depor para contar o que viu na tribuna do Estoril (http://www.abola.pt/nnh/ver.aspx?id=429644)?
Começa a tornar-se quase básico perceber as jogadas que acontecem neste mundinho do que é o futebol português!
Deixo também uma chamada de atenção ao que se está a passar na arbitragem com a história da profissionalização! Vejam com atenção quais os árbitros que se fala que vão ser profissionais numa primeira fase! Vejam o histórico que estes árbitros têm como Benfica!
Já me tinha deixado apreensivo ver o presidente do Benfica dizer que tinha acompanhado o Fernando Gomes devido á promessa deste de profissionalização soa árbitros pois digamos que se esse senhor é a favor de tal então seguramente que não será benéfico para o nosso clube! Pior fiquei quando vi o bujardas a eiWr que é totalmente a favor....e que já vem tarde!!! Vem tarde?? Já o queria antes?? Hum... E isso não tem qualquer relação com a caminhada do FG na liga e federação? Pois!
Este ano, qualquer assunto e notícia de capa, seja a mulher do Garay que fala sobre os dotes futebolísticos do marido, seja o Mozer a dar toques de mestre nos programas de desporto... Seja esta bela capa sobre 5 jogadores do Benfica...
O Record anda a guardar as melhores capas sobre o Benfica, para esta fase... "Não queremos" que complique como o ano passado... Por isso lança a confusão a ver se algumas vão pegando... A moda dos jogadores estarem contra o JJ já agarrou... e agora vai pegar a moda do Benfica tem que promover todas as semanas 4 dos 5 "preferidos" da CS, e 3 dos 4 convocados tem que jogar... Ou corremos o risco de não ganhar nada este ano... Quantas vezes ouvimos que o ano passado aconteceu porque não promovermos jogadores ao onze titular... E este ano esse vai ser 1 dos muitos argumentos se correr mal... Não sou pessimista, acredito que podemos dar a volta ao campeonato, basta sermos melhores, se somos assim seremos... Mas temos que saber dar a volta destas capas de jornais para nós... Goste ou não, as pessoas baseiam a sua opinião nestas capas e jornais...
Ao olhar esta capa, lembrei-me do caso Josué... Será que o rapaz vai levar castigo antes do jogo com os verdes?? hmmm algo me diz...
O ano de lançamento da BenficaTV começou com forca, se calhar até demais, assustou muita gente, e o resultado até ao final do ano vai ser este... Há que ter forca e saber aproveitar o melhor de todas as situações...
"(...)o
Benfica é como um filho que deixei para trás e no qual penso
imensas vezes. Por isso é enorme o desejo de revê-lo."
Nome
Completo: Valdo Cândido de Oliveira Filho
Nacionalidade:
Brasileira
Local
de Nascimento: Siderópolis / Santa Catarina
Data
de Nascimento: 12 de Janeiro de 1964
Posição:
Médio-Ofensivo /
Altura:
1,73m
Peso:
67 Kg
Em
Portugal: 184 Jogos / 28 Golos (em todas as competições).
Selecção
Brasileira: 65 Jogos / 11 Golos (em todas as competições)
Valdo
foi dos melhores jogadores estrangeiros que passaram no Benfica,
espalhou classe nos relvados ao serviço do nosso Glorioso, é um dos que
faz parte da galeria dos imortais deste nosso Benfica.
Chegou
ao Benfica em 1988 e, depois de sair para o PSG, em 1991, voltaria à
Luz em 1995. Espalhou magia até 2004, altura em que, aos 40 anos,
decidiu finalmente terminar a carreira.
"Já
tinha estado em Lisboa antes disso. Salvo erro foi a 19 de Dezembro
de 1987, depois de um jogo amigável entre as selecções de Brasil e
Alemanha, em Brasília. Estava de férias e o Manuel Barbosa, com
aquela lábia, disse para eu vir cá só para conhecer o clube.
Quando saí do aeroporto, caramba... Um montão de jornalistas!
Tiraram-me fotos com a águia e tudo, imaginem quando voltei para
Porto Alegre [risos]... Portanto quando vim em definitivo, em 1988,
foi tudo muito tranquilo porque conhecia o clube. Já não me
assustei tanto com a imponência do velho Estádio da Luz."
"Quem
era o líder no balneário?
-
O Veloso foi sem dúvida um grande capitão, mas não havia uma só
voz. Cada um tinha algo a dizer. O Ricardo Gomes, que dispensa
apresentações, o Vítor Paneira... O Schwarz falava pouco mas
também se expressava à sua maneira, dentro do campo, com aquele
estilo aguerrido que não dava uma bola como perdida. E, claro, tenho
de mencionar o Mozer, um dos grandes líderes do Benfica quando
cheguei.
-
O Rui Costa acabou por ser o seu sucessor. -
Sim. Já tinha feito talvez uns dois jogos com o Rui e o Paulo Sousa.
Disse aos dirigentes: Vocês não precisam de ir buscar alguém para
o meu lugar, têm o Rui Costa. Eles diziam-me que ele era novo, mas
tentei fazê-los ver que quem sabe, sabe e há que começar por algum
lado."
"Recorda-se
bem da final da Taça dos Campeões Europeus, em 1990, perdida para o
Milan?
-
Naqueles jogos tudo se decide pelos detalhes. Eles tinham uma grande
equipa... Nós também, mas eles... Jogámos de igual para igual, mas
o Hernâni, que chamávamos de Mano, ouviu um apito da bancada,
hesitou, parou e o Rijkaard furou e marcou. -
Perdeu ainda uma final da Taça de Portugal, frente ao Belenenses. -
Aquela derrota custou-me, até porque tinha pela frente o Baidek, e
perder para o Baidek é brincadeira... [risos] Senti um pouco culpado
pela derrota porque fui expulso por causa de uma discussão com o
árbitro Alder Dante."
"Lembro-me
de um jogo contra o Marítimo, aqui na Luz, em que estava a chover
muito, e o periquito, alcunha que dei ao Eriksson, disse que todos
tinham de jogar com pitons de alumínio. Mas eu nunca joguei de
pitons de alumínio na minha carreira, nunca. Lá tive de entrar
assim, mas parecia que estava de saltos altos [risos]. Fui à linha
lateral e disse ao Luís, o roupeiro, para me trazer umas botas com
pitons de borracha. Ele foi buscar e a partir daí comecei a jogar
normalmente. No fim, o Eriksson só dizia: Porca miséria, nunca mais
digo nada ao Valdo..."
"João
Vieira Pinto, o Pintinho. Sempre tive curiosidade de jogar com ele, e
um dos motivos porque voltei ao Benfica foi por causa dele. Era um
jogador diferente dos outros, pequeno mas atrevido e muito
inteligente, com notável visão de jogo. E o que mais me
impressionava era o poder de elevação dele. Para mim, o João está
entre os ilustres do futebol português, ao lado de nomes como Figo,
Futre e o pequeno génio, o Chalana, que continua a ser o meu
preferido. Aliás, quando eu vim para o Benfica na primeira vez, o
Zico disse-me: Vais encontrar lá um tipo chamado Chalana. Joga muito"
Valdo em entrevista ao jornal Abola
Pura
classe! Valdo Cândido Filho destacou-se como um jogador de fino
recorte que para além de ser de inesgotável qualidade técnica
tinha um espírito de liderança muito próprio dos grandes jogadores
que passaram pelo Benfica.
Era
um verdadeiro número 10 “à moda antiga” que parecia levitar
dentro de campo. Extremamente correcto, dentro e fora das 4 linhas, e
um profissional de mão cheia, o talentoso brasileiro espalhou
Futebol perfumado em todos os relvados que pisou.
Valdo
inundou os relvados portugueses de magia e melhor do que nunca,
tratou de mostrar e confirmar todas as qualidades que o fizeram, na
opinião de muitos, um dos melhores n. 10 que passou pelo Benfica e
um dos melhores em Portugal. Possuía uma excelente técnica a todos
os níveis (domínio de bola, passe, remate), visão e organização
de jogo, sendo extremamente completo ao ponto de ter sido considerado
um óptimo recuperador de bolas. Era detentor de uma capacidade de
passe espantosa e tinha um talento tão invulgar quanto admirável: a
cobrança de livres directos, algo para o qual tinha um perfume
simplesmente primoroso
De
Valdo fica tambem a recordação do operário especializado no jogo das
multidões. O perfume dos seus passes. A arte dos seus rendilhados. A
música dos seus concertos. Com a magia das suas viagens. Daqueles
para quem a vida só dura hora e meia. Assim incendiou degraus e
degraus pejados de fãs do seu futebol. Do seu Benfica.
Chaves 1 - 2 Benfica 1995/96
Carreira:
Valdo
iníciou sua carreira nas categorias de base do Figueirense, tendo
disputado algumas poucas partidas pela equipa profissional, mas com
grande destaque, facto que despertou a atenção do Gremio, que o
contratou. Seu invejável preparo físico e sua excelente técnica
logo o tornaram referência para os adeptos. Após sair do Gremio,
o seu futebol acabou por despertar o interesse de vários clubes
europeus. Valdo acabou por rumar ao Benfica.
Logo
na estreia, em Espinho, no inicio da temporada 88/89, a sua classe
parecia não caber no campo. O jogo até deu empate, mas deu Valdo,
muito Valdo. Estava encontrado o playmaker. Foi uma temporada
deslumbrante. O tridente brasileiro (Valdo, Mozer e Ricardo Gomes)
pintava a festa do campeonato a vermelho… verde e amarelo. Foi um
triunfo com sotaque. O centrocampista actuou em 28 jogos e marcou
cinco golos.
Sporting 0 - 2 Benfica 1988/89
Benfica 3 - 0 Portimonense 1988/89
Na época seguinte o
Benfica apenas conquistou a SuperTaça – frente ao Belenenses –
mas fez uma carreira europeia verdadeiramente fantástica. Aos
comandos do sueco Sven-Göran Eriksson, foi conseguida uma presença
na final da Taça dos Campeões Europeus, infelizmente perdida frente
ao Milan. Ainda assim, Valdo e toda a equipa, confirmaram uma imensa
categoria.
Honvéd
0-2 Benfica 1989/90
Braga 0 - 4 Benfica 1989/90 (1ºGolo)
Braga 0 - 4 Benfica 1989/90 (2ºGolo)
Braga 0 - 4 Benfica 1989/90 (2ºGolo)
Em 1990/91, Valdo
sagrou-se de novo Campeão Nacional numa equipa fortíssima que
perdeu apenas 1 vez, em Setúbal – época dos famosos 0-2 de César
Brito.
A saída do clube foi quase inevitável e a transferência
para o PSG deu-lhe novo alento na carreira. Em França, 1 Campeonato
e 2 Taças avolumaram-lhe o currículo, já de si bem
preenchido.
Benfica 4 - 0 Estrela da Amadora 1990/91
O regresso à Luz – tão desejado – concretizou-se pelas mãos de Artur Jorge e aos 32 anos ainda fez uma época de grande nível num período negro na história do clube. Destaque para a espantosa exibição na Final da Taça de 1996 – nota 9 no jornal Abola – naquele que foi o seu último título ao serviço do Benfica.
Benfica 5 - 1 Ruch Chorzow 1996/97 (1º Golo)
Benfica 5 - 1 Ruch Chorzow 1996/97 (2º Golo)
Benfica 2 - 1 Porto 1995/96
Benfica 2 - 1 Porto 1995/96
Despediu-se
da Luz no ano seguinte, rumo ao Oriente, sempre como patrão…
sempre com classe.
A presença no Japão
tem contornos dramáticos para o jogador já que é nesse período
que Valdo tem conhecimento da morte da sua filha Tatiele de apenas 13
anos, num trágico acidente de viação. Um trauma que nunca
esquecerá.
A fase final de carreira é surpreendente pela
magnífica longevidade visto que só aos 40 “arrumou” as botas,
tendo ainda passagens pelo Cruzeiro – onde ainda venceu um
Campeonato Estadual – Santos, Recife, Atlético Mineiro, Juventude,
São Caetano e Botafogo
Em
2009, Valdo estreou-se como técnico de futebol, dirigindo a equipe
do União Rondonópolis, mas acabou demitido, em Fevereiro daquele
mesmo ano. no início de 2011, assumiu o comando do Metropolitano
Maringá e em junho de ano, assumiu a gerência profissional do Serra
Macaense durante o Campeonato Estadual da Série B do Rio de Janeiro.
No ano seguinte assumiu a função de treinador dessa equipa.
Valdo Na seleção Brasileira
Valdo
foi, no final da década de 80 e início da década de 90, uma
presença regular na selecção brasileira. Por 49 vezes envergou a
“canarinha” a nível oficial tendo feito 4 golos.
Com
apenas 22 anos esteve presente no Mundial do México em 1986 mas não
foi utilizado em qualquer jogo em virtude da grande mais-valia de
Zico. No ano seguinte participa numa Copa América de má memória
para o Brasil – não conseguiu a qualificação para a 2ª
fase.
Como expoente máximo no “escrete” destaca-se a
presença no Mundial de 1990. Acompanhado pelos seus colegas do
Benfica – Aldair, Ricardo Gomes e o já transferido Mozer – Valdo
foi titular em todos os jogos realizados pelo Brasil em Itália. Como
saldo uma vitória frente à Suécia do futuro colega Schwarz por 2-1
e frente à Costa Rica por 1-0, um empate a zero com a Escócia e uma
derrota, na 2ª fase, por 1-0 frente à finalista Argentina de Diego
Maradona.
Destaque ainda para a imaculada vitória na Copa
América de 1989 onde, mais uma vez, foi titular indiscutível e
municiador das estrelas Bebeto e Romário.
Jogos/Golos:
1983
- Figuerense - ? Jogos / ? Golos
1984
- Grêmio Porto Alegre - 5 Jogos / 0 Golos
1985
- Grêmio Porto Alegre - 19 Jogos / 4 Golos
1986
- Grêmio Porto Alegre - 27 Jogos / 6 Golos
1987
- Grêmio Porto Alegre - 15 Jogos / 2 Golos
1988
- Grêmio Porto Alegre - 30 Jogos / 6 Golos
1988/89 - S.L.Benfica - 35 Jogos / 5 Golos
1989/90
- S.L.Benfica - 37 Jogos / 4 Golos
1990/91 - S.L.Benfica - 30 Jogos / 5 Golos
1991/92
- P.S.G. - 32 Jogos / 3 Golos
1992/93
- P.S.G. - 28 Jogos / 4 Golos
1993/94
- P.S.G. - 30 Jogos / 2 Golos
1994/95
- P.S.G. - 25 Jogos / 7 Golos
1995/96 - S.L.Benfica - 39 Jogos / 6 Golos
1996/97 - S.L.Benfica - 43 Jogos / 8 Golos
1997
- Nagoya Grampus - 16 Jogos / 2 Golos
1998
- Nagoya Grampus - 10 Jogos / 2 Golos
1998
- Cruzeiro - 30 Jogos / 6 Golos
1999
- Cruzeiro - 26 Jogos / 1 Golo
2000
- Santos - 19 Jogos / 1 Golo
2001
- Atlético Mineiro - 23 Jogos / 1 Golo
2002
- Juventude Caxias - 12 Jogos / 2 Golos
2002
- Grêmio Porto Alegre - ? Jogos / ? Golos
2003
- São Caetano - ? Jogos / ? Golos
2003
- Botafogo - ? Jogos / ? Golos
2004
- Botafogo - 44 Jogos / 2 Golos
Palmarés:
1 Torneio Palma de Mallorca - 1985 (Grêmio Porto Alegre)
4 Campeonatos "Gaúchos" (Minas Gerais - Estado do Rio Grande
do Sul) - 1985, 1986, 1987 e 1988 (Grêmio Porto Alegre)
Vencedor
dos Jogos Panamericanos - 1987 (Selecção Brasileira)
2
Campeonatos Nacionais - 1988/89 e 1990/91 (S.L.Benfica)
2
Finais de Taça Portugal - 1989 e 1997 (S.L.Benfica)
1
Supertaça Cândido de Oliveira - 1988/89 (S.L.Benfica)
1
Taça de Portugal - 1995/96 (S.L.Benfica)
Vice-Campeão
Nacional - 1989/90 e 1995/96 (S.L.Benfica)
Vice-Campeão Europeu - 1989/90 (S.L.Benfica)
Vice-Campeão
de França - 1993 (PSG)
2
Taças de França - 1993 e 1995 (PSG)
1
Campeonato de França - 1994 (PSG)
1
Taça da Liga Francesa - 1995 (PSG)
1
Campeonato Mineiro - 1998 (Cruzeiro)
1
Recopa - 1999 (Cruzeiro)
1
Copa Centro-Oeste - 1999 (Cruzeiro)
Vice-Campeão
do Brasil (2ª Divisão) - 2003 (Botafogo)
1
Bola de Prata Brasileira (Placar) - 1998 (Cruzeiro)
"Qualquer lembrança é especial, mas a que guardo
mais é a vitória frente ao FC Porto no antigo Estádio das Antas,
com dois golos do César Brito onde praticamente nos deu o título de
Campeão Nacional." - Comentou Valdo.
Ontem jogou a selecção do Cristiano e do Mendes! O desfecho...bem o desfecho foi o que é o costume nesta nova era! Nos dias que correm, e desde que Scolari deixou de ser seleccionador de Portugal a coisa tornou-se de tal maneira um compadrio que, imagina-se, até o Ruben Micael é titular! Sinceramente neste momento o facto de os ver a fazer valorização de jogadores fracos e sem espinha dorsal quase já não me aquece nem arrefece! No fundo sou do Benfica! Agora vê-los gozar com o meu clube... Infelizmente o Benfica nos últimos tempos tem poucos jogadores que possam ser seleccionados e os que tem tido não têm qualidade para ser titulares indiscutíveis (Amorim, Oliveira . Pizzi). Eis que surge uma oportunidade para um dos nossos miúdos ser titular devido a várias ausências. em primeiro lugar foi comido de cebolada durante a semana pelos junta letras que apregoavam que o coitado era tão coitadinho que até tinha pedido boleia ao jogador de quem seria suplente (eles todos já sabiam que era o grande Cedric que iria jogar...) e eis que a coisa não lhes correu bem e jogou o André! O pior é que a selecção perdeu (no meu entender ver portugal empatar com Israel é claramente uma derrota!!!) e adivinhem lá quem foi o jogador escolhido para ir ao flash interview... O Cristiano? O Hugo Almeida? O pepe? O grande Micael? Naaaaa!!! O puto! O tal que ia ser suplente e que foi de boleia para o estágio e tudo!
Quem assistiu a esta flash percebeu bem a forma como o André foi lançado as feras! E quem viu o jogo também percebe que não era ele que deveria ter ido dar a cara naquela altura! Aliás, deveria ter sido o primeiro a ser protegido! Mas claro que não....é jogador do Benfica!
Sei que isto é muito importante para um jovem jogador e que ser seleccionado para a A deve ser um grande motivo de orgulho pois sabe que tem trabalhado para o merecer (ao Benfica não se faEm favores....) mas o interesse para o clube é praticamente nulo enquanto as condições dadas aos nossos atletas forem estas!